ANÁLISE DA LETRA DA MÚSICA MINHA EGÜINHA POCOTÓ
Prof. Vantuil G. dos Santos
Ao ouvir esta linda melodia, acompanhada de sua profunda mensagem, do eminente poeta Serginho, pude perceber o âmago da mensagem deste grande enviado para nossa sofrida e carente sociedade, no ocaso de sua civilização.
Pude hoje, escrever reflexivamente sobre mensagem desta poesia e procurando me redimir do erro cometido em não ter divulgado a essência deste clássico, pelo que o faço, agora, pedindo senões aos meus leitores, privando-os desta final flor de nossa literatura.
Infelizmente não escrevo e nem leio o clássico inglês do Serginho, assim sendo, o leitor irá perder o registro da eloqüência do inglês shakeasperiano deste profícuo escritor em sua introdução.
No entanto, para o bem da cultura nacional, deixo registrado o lindo poema de tão linda melodia que, infelizmente, não poderá ser ouvida. A letra por si só já nos fala muito.
“Vou mandando um beijinho
Pra filhinha e prá vovó
Só não posso esquecer da minha egüinha Pocotó.
Pocotó
Pocotó
Pocotó
Minha egüinha Pocotó (bis)
O jumento e o cavalinho
Eles nunca andam só
Quando sai pra passear
Levam uma égua
Pocotó
Pocotó
Pocotó
Minha egüinha Pocotó”
Por favor não critique. Não seja superficial. Veja a profundidade socrática desta mensagem. Passo a exigir inclusive a canonicidade desta letra.
Imediatamente podemos constatar a integração que, de maneira magistral, ele consegue fazer entre os elementos constitutivos da natureza. De uma maneira sublime ele proclama seus ouvintes a conviverem com o meio ambiente. Claro que isto está nas entrelinhas quando o mesmo manda um “beijinho pra filhinha e pra vovó” e também “pra minha egüinha Pocotó” . Observe que ele não se esqueceu do animal. Aqui todo o cuidado é pouco! Lendo sem refletir, o leitor poderá cair no erro ao pensar que Serginho quis comparar a vovó com a egüinha. Não, absolutamente não! Ele quis mostrar, isto sim, que a família não deve ser esquecer os animais, inclusive tratá-lo quando enfermar.
Mas voltemos a egüinha, ó perdão, à vovó.
A vovó e a filhinha representam o ápice da criação divina, que é o ser humano. A egüinha representa os animais que são indefesos e por extensão se aplica a toda natureza. Hoje, quando vemos o homem destruindo ou degradando o meio ambiente, constato a necessidade desta interrelação vaticinada por este profeta. O nosso poeta está na verdade, contestando e reivindicando o direito dos menos favorecidos ou mesmo àqueles que vivem à mercê dos poderosos, vivendo uma vida de animal. O carinho e cuidado que ele dispensa a egüinha é o paradoxo dos milhões de marginalizados de uma sociedade injusta em que somente as “filhinhas’ são lembradas e atingidas pelo sistema. Também ele está denunciando o contrabando descaradamente notório do comercio ilegal que fazer dos animais, rendendo milhares de dólares para seus contraventores.
Quando vejo o abandono, a comercialização, o contrabando, o extermínio e demais afrontas que fazem aos animais, ouço a voz deste verdadeiro profeta clamando por justiça.
Oh! Quanta sensibilidade, solidariedade e profundidade de argumentação.
Não é somente sob o aspecto ambiental que este profundo texto nos leva a refletir.
Passemos aos aspectos políticos.
Vejo nas entrelinhas, uma crítica feroz contra todo tipo de autoritarismo; de ditadura econômica; de governos de exceções; de privilégios e de corrupções. Se nossas autoridades tivessem uma visão clara do que se passa entre o povão e o que ocorre nas entrelinhas deste poema e melodia, com certeza esta obra prima de nosso acervo musical seria censurada e, o nosso autor seria preso. Tal como ocorreu no passado com “Pra Não Dizer Que Falei de Flores”, de Geraldo Vandré e “Apesar de Você”, de Chico Buarque e tantas outras. Não posso imaginar a lacuna que traria para a nossa cultura, se nossas autoridades apreendessem este verdadeiro hino para nossa nação. Temo com a divulgação deste pequeno comentário as classes governantes percebam que o autor está reivindicando um país que tivesse uma autêntica democracia, onde todos seriam verdadeiros cidadãos, isto é, terem o direito de dormirem com a barriga cheia e, muito menos sem os ditames de uma política econômica externa chamada Neoliberal, sob a égide de grandes potências.
A mensagem democrática está no posicionamento político do autor quando atribui a egüinha o direito de passear; de não ser esquecida; de nunca estar só. Pensemos: se entre os animais deve-se respeitar seus direitos, que dizer do ser humano. Este ser pensante, que segundo Sartre está “condenado à liberdade”?
Cremos que Serginho, devido ao seu caráter altruísta, preferiu se apresentar no diminutivo. Com este exemplo de humildade e visão, deveríamos uni-lo à galeria dos grandes homens que no passado tiveram discernimento do tempo em que viviam bem como captaram a própria inerência do ser humano, tais como Sócrates, Platão e Aristóteles, na antiguidade clássica. Nomes como S. Tomás de Aquino, Averróis, Abelardo(não confundir com Abelardo Barbosa, o Chacrinha) na Idade Média. Partindo para os tempos Modernos, teríamos uns poucos nomes que a ele se assemelharia, tais como Erasmo de Roterdã e René Descartes. Para a contemporaneidade poderíamos associar a Montesquieu, Rousseau, Voltaire Kant e uns poucos outros. No Brasil, devido a nossa pobreza, incluiria somente Machado de Assis e Carlos Drumond de Andrade. Espero que, após esta análise, a elite pensante deste país, possa reconsiderar o erro de todos nós.
Uma questão social que a genialidade do Poeta delata é a questão da propriedade privada (para os menos avisados, privada aqui, significa particular). Ele usa de forma simples, objetiva e singela: “minha eguinha”. Cremos que se deve ler com ênfase o pronome possessivo minha. O nosso poeta está defendendo um dos direitos fundamentais da democracia, que é o direito de ter, de possuir, tão bem defendido por um dos primeiros teóricos do mundo capitalista, o inglês John Locke. O grito do Serginho é o grito de uma pergunta que não quer calar: como é possível que ainda haja em nosso tempo quem morra de fome, quem esteja condenado ao analfabetismo, quem viva privado dos cuidados médicos mais elementares, quem não tenha uma casa onde se abrigar? Num país quando um cidadão não pode ter o direito de possuir uma eguinha, “que país é esse”?
É necessário também analisar a letra em seu aspecto psicológico quando o poeta revela, ao falar carinhosamente, “minha egüinha Pocotó.” O que o eminente escritor quer dizer, é que devemos valorizar as pequenas coisas. Você já notou que um grande problema começa com a não solução das pequenas coisas. Alguém já disse que a Guerra Mundial é a coletividades dos problemas não resolvidos de cada pessoa. Serginho ao chamar “egüinha” ele valoriza as pequenas coisas. Certamente ele se inspirou no grande psicanalista Freud que, para fazer suas análises recorria à inocência de sua netinha, fazendo perguntas elementares. Quando não valorizamos os pequenos detalhes nós nos perdemos no mar de problemas que estes mesmos se acumulam. Devemos sempre nos lembrar que tropeçamos em pequenas pedras do caminho, e não em grandes pedras. Ao chamar a egüinha de minha, ele está valorizando o que todos não dão importância.
Preciso registrar que o nosso literato ao repetir Pocotó, Pocotó, Pocotó, não se trata de uma vã repetição. Ele não está só enfatizando. Na verdade ele está se utilizando de uma estratégia dos grandes mestres da humanidade, em que se utilizavam da repetição para que seus alunos assimilassem suas idéias. Com a repetição, os conceitos se consolidam, diziam.
Preciso encerrar.
O trabalho precisa continuar a ser feito por mentes mais esclarecidas que poderão ver nesta letra o que estas “mal traçadas linhas” não enxergaram.
Peço somente para não distorcer ou deturpar o que o nosso grande poeta Serginho conseguiu com tanta maestria, isto é, fazer com que o povão brasileiro conseguisse enxergar: CHIFRE EM CABEÇA DE CAVALO.
Este foi o intento do autor destas linhas.
sábado, 2 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Reflexão para 2010
Muitas mensagens para 2010 já foram expostas. Muito se falou sobre ser uma pessoa melhor, buscar seus sonhos; mas algo me incomodou profundamente quando me deparei com dois textos bíblicos. Confesso que estava meditando em Miquéias 6.6-8. Fui levado para Isaías 1.11-20 que aprofundou a discussão. Gostaria de destacar uma parte de Isaías para dar a idéia do que estou querendo dizer.
“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.
Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?
Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene.
As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.
Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.
Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.” Isaías 1.11-17.
Com a explosão dos neo pentecostais e o evangelho da prosperidade ficou fácil e comum ser “crente” ou “cristão” no Brasil. Esse texto que acabei de citar faz-nos refletir sobre o tipo de “cristão” que estamos “produzindo” no Brasil.
Os dois textos que citei nos deixa claro que Deus está preocupado com o ético e o moral, e não com aspectos exteriores.
É fácil observarmos em vidros de carros dizeres como “Posso tudo naquele que me fortalece” ou um que eu até rir que dizia “estou autorizado a prosperar”.
As pessoas vivem um “cristianismo” de domingo, de festas e correntes e esquecem que o verdadeiro cristianismo é vivido dia-a-dia. O cristianismo do dia-a-dia é ético e e moral.
Como posso dizer que sou cristão porque vou todo domingo a “igreja” ou sou “ministro de louvor” e no meu dia-a-dia para meu carro na vaga de um deficiente ou em fila dupla para pegar meu filho na escola.
Como a “igreja” pode ficar parada em correntes de prosperidades enquanto meninas estão se prostituindo nas esquinas e crianças morrendo vendendo bala nos sinais.
Espero que antes de traçar sonhos egoístas e capitalistas para 2010 possamos meditar nesses textos de Miquéias e Isaías e em 2010 buscar ser uma igreja mais solidária e essencialmente cristã. Feliz 2010( mais feliz como a felicidade de Tiago 1.12)
“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.
Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?
Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene.
As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.
Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.
Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.” Isaías 1.11-17.
Com a explosão dos neo pentecostais e o evangelho da prosperidade ficou fácil e comum ser “crente” ou “cristão” no Brasil. Esse texto que acabei de citar faz-nos refletir sobre o tipo de “cristão” que estamos “produzindo” no Brasil.
Os dois textos que citei nos deixa claro que Deus está preocupado com o ético e o moral, e não com aspectos exteriores.
É fácil observarmos em vidros de carros dizeres como “Posso tudo naquele que me fortalece” ou um que eu até rir que dizia “estou autorizado a prosperar”.
As pessoas vivem um “cristianismo” de domingo, de festas e correntes e esquecem que o verdadeiro cristianismo é vivido dia-a-dia. O cristianismo do dia-a-dia é ético e e moral.
Como posso dizer que sou cristão porque vou todo domingo a “igreja” ou sou “ministro de louvor” e no meu dia-a-dia para meu carro na vaga de um deficiente ou em fila dupla para pegar meu filho na escola.
Como a “igreja” pode ficar parada em correntes de prosperidades enquanto meninas estão se prostituindo nas esquinas e crianças morrendo vendendo bala nos sinais.
Espero que antes de traçar sonhos egoístas e capitalistas para 2010 possamos meditar nesses textos de Miquéias e Isaías e em 2010 buscar ser uma igreja mais solidária e essencialmente cristã. Feliz 2010( mais feliz como a felicidade de Tiago 1.12)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Os Três Poderes
Um certo taxista conversava com um advogado e perguntava;
_Para que serve um deputado, um Governador ou um juiz?
_Por que pergunta isso caro amigo?
_Doutor, me falaram uma vez que o deputado faz lei, o juiz executa elas e o governador organiza o estado.
_Certo caro amigo!
_Então doutor, fui fazer vistoria no meu carro. O fiscal do Detran pediu 100 reais senão meu carro não passaria no teste do gás.
_Isso é ilegal amigo!
_ Eu sei doutor, mais o fiscal do Detran é subordinado ao governador, que era para ser fiscalizado pelo deputado que era para ser condenado pelo juiz!
_Muito bem caro amigo!
_Então doutor, se nenhum deles fez isso para que serve eles então?
A história da vistoria acontece toda hora no estado do RJ, e os personagens da história fazem exatamente o enredo da história.
Não só o taxista, mais todos nós que pensamos um pouco ficamos há nos perguntar, para que serve os três poderes no Brasil?
_Para que serve um deputado, um Governador ou um juiz?
_Por que pergunta isso caro amigo?
_Doutor, me falaram uma vez que o deputado faz lei, o juiz executa elas e o governador organiza o estado.
_Certo caro amigo!
_Então doutor, fui fazer vistoria no meu carro. O fiscal do Detran pediu 100 reais senão meu carro não passaria no teste do gás.
_Isso é ilegal amigo!
_ Eu sei doutor, mais o fiscal do Detran é subordinado ao governador, que era para ser fiscalizado pelo deputado que era para ser condenado pelo juiz!
_Muito bem caro amigo!
_Então doutor, se nenhum deles fez isso para que serve eles então?
A história da vistoria acontece toda hora no estado do RJ, e os personagens da história fazem exatamente o enredo da história.
Não só o taxista, mais todos nós que pensamos um pouco ficamos há nos perguntar, para que serve os três poderes no Brasil?
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Leon Tolstoi e o anarquismo cristão
“Ama a teu próximo como a ti mesmo”. É com esta frase que o escritor russo Leon Tolstoi (1828 – 1910), autor de “Guerra e Paz” inaugurou no movimento libertário uma singular forma de pensar a religião. Foi, no entanto, crítico da Igreja Católica e de qualquer forma de organização política que usa a força, o militarismo, o racismo, a guerra, a lei como manifestações do autoritarismo. Tolstoi via na figura de Jesus um humanista. Não o Jesus Cristo da Igreja, mas o Jesus homem, líder e mártir que lutou por seus ideais. Sua proposta é de um anarquismo conseqüente, como dizia, onde a sociedade só pode se concretizar por meio do desenvolvimento de um foro íntimo que leve a uma vida fraterna. Como fez Rousseau, o escritor russo defende o lema: “retornai à natureza, à mãe terra”. Assim, quanto mais sentimentos puros e quanto maior forem os laços entre os homens, melhor será a sociedade. Tolstoi levou a sério a mensagem da Bíblia e considerou que o verdadeiro cristão precisa se opor ao Estado. Com esta leitura da Bíblia, Tolstoi (1998) chegou a conclusões anarquistas: “governar significa usar a força, e usar a força significa fazer para o outro o que certamente não gostaríamos que fosse feito para nós. Conseqüentemente, governar significa fazer ao outro o que não gostaríamos que os outros fizessem para nós, isto é, fazer o mal”. Um verdadeiro cristão deve ser avesso a governar os outros. A partir dessa posição anti-estatista ele naturalmente passou a defender uma sociedade auto-organizada: “Porque pensar que pessoas comuns não são capazes de auto-organizar suas vidas, e que governantes o farão não em proveito próprio, mas em proveito dos outros?”. Tolstoi proclamava ação não-violenta contra a opressão, e via a transformação espiritual dos indivíduos como a chave para a criação de uma sociedade anarquista. A partir de sua oposição à violência, Tolstoi rejeita tanto o Estado como a propriedade privada e defende táticas pacifistas para dar um fim à violência e gerar uma sociedade justa. Em suas idéias sobre uma sociedade livre, Tolstoi foi claramente influenciado pela vida rural russa e pelas obras de Peter Kropotkin, de J. P. Proudhon. De forma geral, os anarquistas sempre foram fortemente anti-religiosos e anticlericais, porque viam nas Igrejas o poder de reprimir a dissidência e a luta de classes e de se aliarem aos poderes de Estado. Dessa forma, quase todos anarquistas eram ateístas (e concordavam com Bakunin que se Deus existisse seria necessário, para a liberdade e dignidade humana, aboli-lo). No entanto, existe uma tradição minoritária dentro do anarquismo que desvincula conclusões anarquistas da religião. Muitos anarquistas concordam com os tolstoyanos no que se refere à necessidade de uma transformação dos valores individuais como o aspecto chave para a criação de uma sociedade anarquista, e da importância da não-violência enquanto tática geral.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Zona de Conforto(Mateus 19.16-22)
No século 21 chegamos num estágio da igreja que muitos esperam de Jesus alguma coisa em troca. Gosto muito desse texto que Jesus confronta um jovem rico.
O cristianismo não é mais uma religião, veja que o jovem era religioso(V.20). O cristianismo também não é um movimento que recebemos tudo que queremos.
Observe algo muito importante no versículo 21.perfeito. Gr., teleios, alvo, fim. Seu alvo era a vida eterna, mas as riquezas e a falta de dedicação a Deus e ao próximo eram empecilhos no seu caminho. Nosso alvo no cristianismo é a Vida Eterna e o Reino de Deus.
vá, venda os seus bens. Ao relacionar os mandamentos, Jesus omitira Não cobiçarás. Esse era o problema principal do jovem rico, que o impedia de entrar na vida eterna. Hoje o evangelho que vimos na sua maioria é o isentivo à cobiça. Cobiça de uma vida “boa”, cobiça de bens materiais e até cobiça de um “bom” casamento. Jesus reconheceu a sinceridade do homem. A resposta que lhe deu não tinha a intenção de envergonhá-lo, desmascarando sua incapacidade de entender a profundidade espiritual dos mandamentos, mas era uma expressão de verdadeiro amor.
Falta-lhe uma coisa [...] Vá, venda tudo. O problema principal do jovem eram suas riquezas, e por isso Jesus lhe recomendou desfazer-se delas.
Qual é o problema que te desvia do alvo central do cristianismo?
Ao doar as suas riquezas, o jovem teria eliminado o obstáculo que o impedia de confiar em Jesus. O que te impede de confiar plenamente em Jesus?
afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. A decisão de afastar-se refletia amor maior às posses que à vida eterna. Jesus deixa claro que a entrada no Reino é pela porta estreita e não a larga. Mateus 7.13. Quando queremos satisfazer nossos desejos na frente de seguir Jesus deixamos a verdade e nos afastamos do Reino.
Porta estreita é deixar a zona de conforto e fazer a vontade de Deus. Qual é o seu alvo? “Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado”.1Co9.25-27.
O cristianismo não é mais uma religião, veja que o jovem era religioso(V.20). O cristianismo também não é um movimento que recebemos tudo que queremos.
Observe algo muito importante no versículo 21.perfeito. Gr., teleios, alvo, fim. Seu alvo era a vida eterna, mas as riquezas e a falta de dedicação a Deus e ao próximo eram empecilhos no seu caminho. Nosso alvo no cristianismo é a Vida Eterna e o Reino de Deus.
vá, venda os seus bens. Ao relacionar os mandamentos, Jesus omitira Não cobiçarás. Esse era o problema principal do jovem rico, que o impedia de entrar na vida eterna. Hoje o evangelho que vimos na sua maioria é o isentivo à cobiça. Cobiça de uma vida “boa”, cobiça de bens materiais e até cobiça de um “bom” casamento. Jesus reconheceu a sinceridade do homem. A resposta que lhe deu não tinha a intenção de envergonhá-lo, desmascarando sua incapacidade de entender a profundidade espiritual dos mandamentos, mas era uma expressão de verdadeiro amor.
Falta-lhe uma coisa [...] Vá, venda tudo. O problema principal do jovem eram suas riquezas, e por isso Jesus lhe recomendou desfazer-se delas.
Qual é o problema que te desvia do alvo central do cristianismo?
Ao doar as suas riquezas, o jovem teria eliminado o obstáculo que o impedia de confiar em Jesus. O que te impede de confiar plenamente em Jesus?
afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. A decisão de afastar-se refletia amor maior às posses que à vida eterna. Jesus deixa claro que a entrada no Reino é pela porta estreita e não a larga. Mateus 7.13. Quando queremos satisfazer nossos desejos na frente de seguir Jesus deixamos a verdade e nos afastamos do Reino.
Porta estreita é deixar a zona de conforto e fazer a vontade de Deus. Qual é o seu alvo? “Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado”.1Co9.25-27.
domingo, 13 de setembro de 2009
Jesus nos torna milionários?
“Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza.
O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá”.
Provérbios 11.24-25
Com o surgimento do evangelho da prosperidade criou-se a idéia de que ser abençoado por Deus é ser rico. Transformaram a prosperidade em sinônimo de riqueza.
Destaquei esse texto de provérbios para chamar a atenção de uma coisa muito importante. Para Deus só existe um objetivo do homem ficar rico, dividir e suprir o seu próximo.
“Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados!” Provérbios 14.21
como é feliz quem trata com bondade os necessitados! Repartir alimentos (Pv 22.9), dar dinheiro emprestado (Pv 28.8) e defender direitos do próximo (Pv 31.9) são maneiras de demonstrar bondade. Essa pessoa honra a Deus e nada lhe faltará. Assim como no Antigo Testamento, o Novo Testamento deixa bem claro essa idéia de o mais rico olhar pelo mais pobre.
“Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.” I Corintios 9.11.
Observe nesse texto de Coríntios Paulo deixa clara duas coisas. Primeiro o que já foi falado acima, Deus chama o rico para repartir com o pobre, e segundo, Paulo acrescenta que isso é um ministério. Quem é rico ou fica rico exerce o ministério de trazer alivio para o pobre. Tiago vai além e diz que a verdadeira religião é dar alívio aos necessitados Tiago 1.27.
Jesus também nos ensina sobre isso. Certa feita, quando Jesus foi indagado por um jovem o que era necessário para alcançar a vida eterna e esse mesmo jovem guardava a lei, Jesus falou algo muito sério, “Jesus respondeu: Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e siga-me”. Mateus19.21. perfeito. Gr., teleios, alvo, fim. Seu alvo era a vida eterna, mas as riquezas e a falta de dedicação a Deus e ao próximo eram empecilhos no seu caminho. vá, venda os seus bens. Ao relacionar os mandamentos, Jesus omitira Não cobiçarás. Esse era o problema principal do jovem rico, que o impedia de entrar na vida eterna. Para o rico é difícil entrar no Reino do Céu porque o mesmo não exerce o ministério da partilha. Muitos falam em avivamento e voltar a viver o poder da igreja primitiva mas esquecem de um detalhe muito importante dessa época. “Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade”. Atos 2.45
“Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Atos 4.34-35
Uma das características do verdadeiro avivamento é não ter necessitado entre os irmãos, e como isso é possível? Partilha, o rico repartindo com o pobre até não haver mais pobres nem ricos, mais todos iguais.
Você tem uma vida tranqüila e confortável? Comece a procurar necessitados em sua comunidade e partilhe com ele. Isso é muito para você? Então esqueça e pare de brincar de crente e vai fazer outra coisa.
“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé.” Filipenses 3.7-9
O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá”.
Provérbios 11.24-25
Com o surgimento do evangelho da prosperidade criou-se a idéia de que ser abençoado por Deus é ser rico. Transformaram a prosperidade em sinônimo de riqueza.
Destaquei esse texto de provérbios para chamar a atenção de uma coisa muito importante. Para Deus só existe um objetivo do homem ficar rico, dividir e suprir o seu próximo.
“Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados!” Provérbios 14.21
como é feliz quem trata com bondade os necessitados! Repartir alimentos (Pv 22.9), dar dinheiro emprestado (Pv 28.8) e defender direitos do próximo (Pv 31.9) são maneiras de demonstrar bondade. Essa pessoa honra a Deus e nada lhe faltará. Assim como no Antigo Testamento, o Novo Testamento deixa bem claro essa idéia de o mais rico olhar pelo mais pobre.
“Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.” I Corintios 9.11.
Observe nesse texto de Coríntios Paulo deixa clara duas coisas. Primeiro o que já foi falado acima, Deus chama o rico para repartir com o pobre, e segundo, Paulo acrescenta que isso é um ministério. Quem é rico ou fica rico exerce o ministério de trazer alivio para o pobre. Tiago vai além e diz que a verdadeira religião é dar alívio aos necessitados Tiago 1.27.
Jesus também nos ensina sobre isso. Certa feita, quando Jesus foi indagado por um jovem o que era necessário para alcançar a vida eterna e esse mesmo jovem guardava a lei, Jesus falou algo muito sério, “Jesus respondeu: Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e siga-me”. Mateus19.21. perfeito. Gr., teleios, alvo, fim. Seu alvo era a vida eterna, mas as riquezas e a falta de dedicação a Deus e ao próximo eram empecilhos no seu caminho. vá, venda os seus bens. Ao relacionar os mandamentos, Jesus omitira Não cobiçarás. Esse era o problema principal do jovem rico, que o impedia de entrar na vida eterna. Para o rico é difícil entrar no Reino do Céu porque o mesmo não exerce o ministério da partilha. Muitos falam em avivamento e voltar a viver o poder da igreja primitiva mas esquecem de um detalhe muito importante dessa época. “Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade”. Atos 2.45
“Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Atos 4.34-35
Uma das características do verdadeiro avivamento é não ter necessitado entre os irmãos, e como isso é possível? Partilha, o rico repartindo com o pobre até não haver mais pobres nem ricos, mais todos iguais.
Você tem uma vida tranqüila e confortável? Comece a procurar necessitados em sua comunidade e partilhe com ele. Isso é muito para você? Então esqueça e pare de brincar de crente e vai fazer outra coisa.
“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé.” Filipenses 3.7-9
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Será que você precisa subir a favela pra descobrir que o pó que você coloca para dentro do nariz financia a destruição de milhares de adolescentes?


