quarta-feira, 14 de outubro de 2009



A partir de hoje todas as postagens relacionadas ao Teólogo e poeta Antonio J. Tolissano estarão no novo blog http://antoniotolissano.wordpress.com

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Os Três Poderes

Um certo taxista conversava com um advogado e perguntava;
_Para que serve um deputado, um Governador ou um juiz?
_Por que pergunta isso caro amigo?
_Doutor, me falaram uma vez que o deputado faz lei, o juiz executa elas e o governador organiza o estado.
_Certo caro amigo!
_Então doutor, fui fazer vistoria no meu carro. O fiscal do Detran pediu 100 reais senão meu carro não passaria no teste do gás.
_Isso é ilegal amigo!
_ Eu sei doutor, mais o fiscal do Detran é subordinado ao governador, que era para ser fiscalizado pelo deputado que era para ser condenado pelo juiz!
_Muito bem caro amigo!
_Então doutor, se nenhum deles fez isso para que serve eles então?


A história da vistoria acontece toda hora no estado do RJ, e os personagens da história fazem exatamente o enredo da história.
Não só o taxista, mais todos nós que pensamos um pouco ficamos há nos perguntar, para que serve os três poderes no Brasil?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Leon Tolstoi e o anarquismo cristão

“Ama a teu próximo como a ti mesmo”. É com esta frase que o escritor russo Leon Tolstoi (1828 – 1910), autor de “Guerra e Paz” inaugurou no movimento libertário uma singular forma de pensar a religião. Foi, no entanto, crítico da Igreja Católica e de qualquer forma de organização política que usa a força, o militarismo, o racismo, a guerra, a lei como manifestações do autoritarismo. Tolstoi via na figura de Jesus um humanista. Não o Jesus Cristo da Igreja, mas o Jesus homem, líder e mártir que lutou por seus ideais. Sua proposta é de um anarquismo conseqüente, como dizia, onde a sociedade só pode se concretizar por meio do desenvolvimento de um foro íntimo que leve a uma vida fraterna. Como fez Rousseau, o escritor russo defende o lema: “retornai à natureza, à mãe terra”. Assim, quanto mais sentimentos puros e quanto maior forem os laços entre os homens, melhor será a sociedade. Tolstoi levou a sério a mensagem da Bíblia e considerou que o verdadeiro cristão precisa se opor ao Estado. Com esta leitura da Bíblia, Tolstoi (1998) chegou a conclusões anarquistas: “governar significa usar a força, e usar a força significa fazer para o outro o que certamente não gostaríamos que fosse feito para nós. Conseqüentemente, governar significa fazer ao outro o que não gostaríamos que os outros fizessem para nós, isto é, fazer o mal”. Um verdadeiro cristão deve ser avesso a governar os outros. A partir dessa posição anti-estatista ele naturalmente passou a defender uma sociedade auto-organizada: “Porque pensar que pessoas comuns não são capazes de auto-organizar suas vidas, e que governantes o farão não em proveito próprio, mas em proveito dos outros?”. Tolstoi proclamava ação não-violenta contra a opressão, e via a transformação espiritual dos indivíduos como a chave para a criação de uma sociedade anarquista. A partir de sua oposição à violência, Tolstoi rejeita tanto o Estado como a propriedade privada e defende táticas pacifistas para dar um fim à violência e gerar uma sociedade justa. Em suas idéias sobre uma sociedade livre, Tolstoi foi claramente influenciado pela vida rural russa e pelas obras de Peter Kropotkin, de J. P. Proudhon. De forma geral, os anarquistas sempre foram fortemente anti-religiosos e anticlericais, porque viam nas Igrejas o poder de reprimir a dissidência e a luta de classes e de se aliarem aos poderes de Estado. Dessa forma, quase todos anarquistas eram ateístas (e concordavam com Bakunin que se Deus existisse seria necessário, para a liberdade e dignidade humana, aboli-lo). No entanto, existe uma tradição minoritária dentro do anarquismo que desvincula conclusões anarquistas da religião. Muitos anarquistas concordam com os tolstoyanos no que se refere à necessidade de uma transformação dos valores individuais como o aspecto chave para a criação de uma sociedade anarquista, e da importância da não-violência enquanto tática geral.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Zona de Conforto(Mateus 19.16-22)

No século 21 chegamos num estágio da igreja que muitos esperam de Jesus alguma coisa em troca. Gosto muito desse texto que Jesus confronta um jovem rico.
O cristianismo não é mais uma religião, veja que o jovem era religioso(V.20). O cristianismo também não é um movimento que recebemos tudo que queremos.

Observe algo muito importante no versículo 21.perfeito. Gr., teleios, “alvo, fim”. Seu alvo era a vida eterna, mas as riquezas e a falta de dedicação a Deus e ao próximo eram empecilhos no seu caminho. Nosso alvo no cristianismo é a Vida Eterna e o Reino de Deus.

vá, venda os seus bens. Ao relacionar os mandamentos, Jesus omitira “Não cobiçarás”. Esse era o problema principal do jovem rico, que o impedia de entrar na vida eterna. Hoje o evangelho que vimos na sua maioria é o isentivo à cobiça. Cobiça de uma vida “boa”, cobiça de bens materiais e até cobiça de um “bom” casamento. Jesus reconheceu a sinceridade do homem. A resposta que lhe deu não tinha a intenção de envergonhá-lo, desmascarando sua incapacidade de entender a profundidade espiritual dos mandamentos, mas era uma expressão de verdadeiro amor.

Falta-lhe uma coisa [...] Vá, venda tudo. O problema principal do jovem eram suas riquezas, e por isso Jesus lhe recomendou desfazer-se delas.
Qual é o problema que te desvia do alvo central do cristianismo?
Ao doar as suas riquezas, o jovem teria eliminado o obstáculo que o impedia de confiar em Jesus. O que te impede de confiar plenamente em Jesus?

afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. A decisão de afastar-se refletia amor maior às posses que à vida eterna. Jesus deixa claro que a entrada no Reino é pela porta estreita e não a larga. Mateus 7.13. Quando queremos satisfazer nossos desejos na frente de seguir Jesus deixamos a verdade e nos afastamos do Reino.

Porta estreita é deixar a zona de conforto e fazer a vontade de Deus. Qual é o seu alvo? “Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado”.1Co9.25-27.

domingo, 13 de setembro de 2009

Jesus nos torna milionários?

“Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza.
O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá”.
Provérbios 11.24-25


Com o surgimento do evangelho da prosperidade criou-se a idéia de que ser abençoado por Deus é ser rico. Transformaram a prosperidade em sinônimo de riqueza.
Destaquei esse texto de provérbios para chamar a atenção de uma coisa muito importante. Para Deus só existe um objetivo do homem ficar rico, dividir e suprir o seu próximo.

“Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados!” Provérbios 14.21

como é feliz quem trata com bondade os necessitados! Repartir alimentos (Pv 22.9), dar dinheiro emprestado (Pv 28.8) e defender direitos do próximo (Pv 31.9) são maneiras de demonstrar bondade. Essa pessoa “honra a Deus” e nada lhe faltará. Assim como no Antigo Testamento, o Novo Testamento deixa bem claro essa idéia de o mais rico olhar pelo mais pobre.

“Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.” I Corintios 9.11.

Observe nesse texto de Coríntios Paulo deixa clara duas coisas. Primeiro o que já foi falado acima, Deus chama o rico para repartir com o pobre, e segundo, Paulo acrescenta que isso é um ministério. Quem é rico ou fica rico exerce o ministério de trazer alivio para o pobre. Tiago vai além e diz que a verdadeira religião é dar alívio aos necessitados Tiago 1.27.

Jesus também nos ensina sobre isso. Certa feita, quando Jesus foi indagado por um jovem o que era necessário para alcançar a vida eterna e esse mesmo jovem guardava a lei, Jesus falou algo muito sério, “Jesus respondeu: “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e siga-me””. Mateus19.21. perfeito. Gr., teleios, “alvo, fim”. Seu alvo era a vida eterna, mas as riquezas e a falta de dedicação a Deus e ao próximo eram empecilhos no seu caminho. vá, venda os seus bens. Ao relacionar os mandamentos, Jesus omitira “Não cobiçarás”. Esse era o problema principal do jovem rico, que o impedia de entrar na vida eterna. Para o rico é difícil entrar no Reino do Céu porque o mesmo não exerce o ministério da partilha. Muitos falam em avivamento e voltar a viver o poder da igreja primitiva mas esquecem de um detalhe muito importante dessa época. “Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade”. Atos 2.45
“Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Atos 4.34-35

Uma das características do verdadeiro avivamento é não ter necessitado entre os irmãos, e como isso é possível? Partilha, o rico repartindo com o pobre até não haver mais pobres nem ricos, mais todos iguais.

Você tem uma vida tranqüila e confortável? Comece a procurar necessitados em sua comunidade e partilhe com ele. Isso é muito para você? Então esqueça e pare de brincar de crente e vai fazer outra coisa.

“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar como perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé.” Filipenses 3.7-9

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Características do Cidadão do Reino de Deus- parte 1

O Sermão do Monte não é outra coisa senão uma notável, grandiosa e perfeita elaboração daquilo que nosso Senhor Jesus denominou o seu “novo mandamento”. O seu novo mandamento é que nos amemos uns aos outros, da mesma maneira que Ele mesmo nos ama. O sermão do Monte é a elaboração desse mandamento. O sermão do Monte descreve as características do homem ou mulher que vive o novo mandamento. Todos que tiverem essas características tem o Reino de Deus em si mesmo.
Viver as características do Reino de Deus é entronizar Jesus em nosso meio já que viver essas características é reconhecer Jesus como Senhor e Rei. Onde quer que Cristo se encontre entronizado na posição de Rei e Senhor, aí é a igreja e aí chegou o Reino de Deus.
Outro ponto que precisamos ter em mente é que não devemos viver como diz o sermão do monte para sermos cristãos. Pelo contrário, somos ensinados pelo mesmo que por sermos cristãos é que vivemos desse modo. O Sermão do Monte mostra o modo de como o verdadeiro cristão deve viver e mais, como as pessoas esperam que vivamos. Gálatas 2.16.

Vamos começar por Mateus 5.3-10 por entender que se refere ao caráter do cristão.
Depois estudaremos os versículos 11-12 que é a conduta do cristão frente a reação do mundo.
Nos versículos 13-16 vemos a função do cristão na sociedade.
Nos versículos 17-20 estudaremos o real significado da lei para o cristão.
Nos versículos 21-48 estudaremos o real significado da lei com aplicação na vida do cristão.

Nos capítulos 6 e 7 estudaremos a relação do cristão com Deus, a total submissão e dependência dEle.

Antes de começar volto a frisar que o Sermão do Monte é uma descrição do caráter do cristão, e não um código de ética ou de moral. Pelo que o cristão o é, é que vive e encara a lei como está no Sermão do Monte.


Parte um: Capítulo 5

Aqui Jesus começa mostrando qual a real felicidade. Bem-aventurado significa feliz, não uma felicidade comum, mas uma felicidade de benção, outra palavra que poderia ser usada no lugar de bem-aventurado seria abençoados. Aqui está as características do verdadeiro homem e mulher que são felizes. Bem-aventurados. A palavra significa mais que “feliz”, porque a felicidade é um sentimento que muitas vezes depende das circunstâncias externas. “Bem-aventurados” refere-se aqui ao bem-estar máximo e à alegria espiritual exclusiva dos que têm parte na salvação do reino de Deus.

Versículo 3 – A palavra no grego para pobre é Ptoquoí que significa pedinte, ou seja, caracteriza extrema pobreza que caracteriza o estado de escravo. Isso quer dizer que os que pelo Espírito Santo deixaram-se ficar pobres em si próprios (escravos voluntários)Salmo 40.6; veja a lei do escravo voluntário em Ex21.5-6 e Dt 15.17, esses pobres(escravos) voluntários que estão com o coração completamente arrasado e quebrantado naturalmente serão cheios de Deus. Não podemos ser cheios se não formos primeiro esvaziado. Esse é o nascer de novo que Jesus se refere em João 3.

Versículo 4 – A palavra mais correta para choro seria prantear. Tristeza profunda pelo pecado. Uma angustia daquele que descobre toda a miséria do “eu” corrompido pelo pecado. O aniquilamento vem antes da elevação. Portanto, faz parte essencial do evangelho a convicção de pecado antes da conversão. O verdadeiro arrependido pranteia.

Versículo 5 – Jesus faz uma lembrança explicita da Torah Sl 37.11; aqui humildes e pacíficos quer dizer que as pessoas precisam ser amigos e irmãos. Veja Gl 3.28; Cl 3.11. A igualdade entre os irmãos gera a herança da Terra.

Versículo 6 – Sede e fome nos remete ao apetite. Começamos aqui a nos desvencilhar do nosso eu para pularmos para a busca pela presença de Deus, afinal, onde se encontra a verdadeira justiça senão na verdadeira presença de Deus. Deus sempre nos chama pra experimentar a verdadeira justiça que está em Sua presença Is 55.1-3.

Versículo 7 – Colocar em ação a misericórdia recebida de Deus em favor do próximo. Tg 2.13.

Versículo 8 – coração. O centro da personalidade, incluindo a mente, a vontade e as emoções (v. nota em Sl 4.7). Vida cheia de verdade e pureza, isso leva a intimidade com Deus.

Versículo 9 – pacificadores. Aqueles que promovem a paz, no que depende deles (Rm 12.18). Ao agirem assim, refletem o caráter do Pai celeste e são chamados “filhos de Deus”.Os verdadeiros filhos de Deus promovem a paz.

Versículo 10 – O verdadeiro cidadão do Reino não se conforma com a injustiça, por isso é perseguido pelos injustos. 1Pe 3.13-17.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

SOMBRA, ÁGUA FRESCA E APOSTASIA.

Passava por uma cidade um enterro. Várias pessoas levavam o cachão. Corria um boato de que o homem a ser enterrado não havia morrido, mas queria ser enterrado vido.
Sabendo disso, um jovem pregador veio correndo, parou o enterro e perguntou:
_É verdade que o homem no cachão está vivo? Um dos homens que levavam o cachão respondeu:
_É verdade!
_Mas por que estão enterrando o homem vivo? Perguntou o pregador.
_É porque ele nunca tem o que comer. Respondeu o homem.
_Mas é só por isso? Eu lhe dou um punhado de arroz! Exclamou indignado o jovem pregador.
O homem que estava no cachão escutando a exclamação levantou e perguntou:
_O arroz está cozido?
_Não. Respondeu o jovem pregador.
O homem então exclamou:
_Então continua o enterro!