sábado, 30 de maio de 2009

Discípulos de Quem?



“Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” 1 Coríntios 11.1.

Gostaria de falar hoje sobre a quem imitamos. No versículo acima Paulo nos exorta a imita-lo assim como ele imita Cristo.
Mas porque ele quer que o imitemos?
Quando nos expomos a alguma coisa ou a alguem, o natural é que passamos a aprender com aquilo ou com aquele alguem. Depois que aprendemos passamos a agir, imitar.
Com quem você tem aprendido? Você tem seguido o conselho de Paulo ou tem aprendido em lugares “estranhos”?
Muitas pessoas reclamam que não conseguem guardar versículos bíblicos. Mas como vai guardar se não se dedica a lê-los? Prefere ver a novela das oito ou o big irmão de todas as férias. Vai aprender e guardar os princípios e filosofias da novela das oito menos os versículos da Bíblia. Pergunte a um “irmão” que reclama não guardar os versículos da Bíblia sobre a novela das oito. Ele seguramente vai te dizer os personagens e todo o desenrolar da trama.
Procure estudar os personagens do Primeiro Testamento e você vai descobrir várias características semelhantes a Jesus. Por que isso acontece? Porque eles viviam de acordo com a Palavra de Deus. Se nós imitarmos Paulo automaticamente estaremos imitando Jesus, porque Paulo vivia de acordo com a Palavra, e Jesus é a Palavra. Leia João 1.1.
Para imitar Jesus precisamos nos expor a Palavra. Romanos 10.17.
Você quer se parecer com quem? Com Jesus ou com o galã adultero da novela das oito? Com uma serva de Deus como Rute ou com a mocinha da novela que se deita com vários homens? Com quem você tem aprendido? Com quem você quer ser parecido? Mais ainda, olhe para sua vida e responda, com quem você tem parecido?
Respondendo essa pergunta com toda sinceridade você vai descobrir se guarda a Palavra de Deus ou não. Vai descobrir se sua vida tem a unção de Deus ou não.
Espero que você medite profundamente sobre o que falei acima.

sábado, 16 de maio de 2009

Porque não perco tempo com certas coisas...



Tanta coisa boa anda por aí na cultura.
Meus anos de vida parecem não dar conta de tudo.
Por isso abro mão de algumas coisas por outras.

Não leio Paulo Coelho.
Uma página lida de Paulo Coelho pode representar uma não lida de leon Tolstoy ou Rubem Alves.

Eu não vi Dois Filhos de Francisco.
Prefiro rever Laranja Mecânica.

Big Brother? Você tá de sacanagem?

Não me entenda mal, é só uma questão de tempo.
Você já parou para pensar quantas coisas te fazem perder tempo?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Pássaro Sonhador por vantuil gonçalves dos santos

Há algum tempo ele havia chegado. E chegou para ficar. Todos foram envolvidos pela sua maneira de comunicar-se, de ensinar e conquistar novos amigos. Porém, a forma de como ensinara a cantar, marcou a sua presença. E, da presença à liderança foi como um paço. Falar dele,era falar de equilíbrio, sensatez e gratidão por tudo que fizera. Todos os pássaros, de alguma forma lhe devia algo. Seja um conselho, uma palavra, um gesto de carinho, uma solução de problemas. Porém, um fato era inconteste: todos lhes eram gratos pela forma com que haviam aprendido a cantar e cantar de uma forma inigualável. Os novos pássaros ao chegarem eram conquistados pelo novo cântico, e imediatamente eram envolvidos pela harmonia, melodia, simetria, entoação, postura, e, assim unia-se a esta forma de cantar. As outras espécies de animais eram sensibilizados pelo cântico, seja apresentado por um, ou pelo bando de pássaros.Assim, era um modelo para as novas gerações de pássaros e todos deveriam aprender esta maneira de louvar. Tornou-se um modelo. Alterar ou modificar este quadro era temeroso e até mesmo perigo.Assim viviam e conviviam felizes ao longo do tempoEm determinado momento surge naquela floresta um novo pássaro. Pássaro este com novas plumagens. Voando de forma diferente, porém cativante. A todos transmitia uma nova forma de viver como pássaro. De maneira paulatina foi conquistando a simpatia ao seu redor. Pela forma de tratamento, postura e coerência em suas ações, vai aos poucos consolidando a sua presença. Agia como qualquer outro pássaro. Por si só, esta atitude em nada alteraria a rotina da floresta se não houvesse algo que o diferenciava dos demais pássaros e deixou a todos atordoados, isto é, não quisera aprender a cantar da forma com que todos cantavam. Tinha o seu próprio cântico. E, como não bastasse, vivia a cantar em todos os cantos, chamando à si a atenção de todos. Tanto curiosos, como os que gostavam de ouvi-lo cantar aumentavam a cada dia. No entanto, devido à bela e nova melodia, além de atrativa, era de fácil assimilação, os pássaros começam a entoá-la e assim passam a perceber que não existe uma única forma de cantar, porém duas. Inclusive outros concluíram que poderia haver até mesmo mais e mais formas de cantar.Ao tomar conhecimento, o Pássaro Mor, incomodado e preocupado com a proliferação deste novo cântico, e consequentemente, a perda do monopólio do cântico entre os pássaros, chama os seus pares para uma decisão sobre tão importante assunto que ameaçava a unidade entre os pássaros da floresta. Chegaram à conclusão que pássaros só podem cantar de uma forma. É inerente à condição de pássaro. Nunca existiu e não existirá espécies de pássaros cantando em formas diferentes. Sabiam que os pássaros estavam condicionados a uma forma de cantar. Acabar ou modificar esta situação, significaria alterar a própria natureza do Criador.A sentença foi inânime: temos que impedir a divulgação deste novo cântico. Assim, de forma cuidadosamente elaborada, para não parecer injustiça, propõem que o mesmo seja acidentado perdendo uma de suas asas.Sem uma das asas, com muita dificuldade, o Pássaro Sonhador, consciente do que lhe ocorrera, prossegue em sua missão de ensinar o seu novo cântico. Mesmo sem condições de envolver-se completamente em uma de suas principais atividades que era voar, os pássaros interessados vão à sua procura, aumentando o número de amigos que se propõe a divulgar a sua forma de cantar.Com o desenrolar do tempo o Pássaro Mor percebe que a ameaça a unidade dos pássaros é constante e, desta vez a decisão é mais dramática e notória. De maneira aviltante seqüestra o Sonhador, cortando-lhe o seu primoroso bico.Agora com dificuldade de voar e impossibilitado de cantar, restou-lhe somente o tempo para aprofundar-se na tristeza e/ou refletir com seus amigos...

Conclusão
“Fracassei em tudo que tentei em minha vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias.
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”
( Darcy Ribeiro)